Amigo, estou sofrendo muito com meu marido. Ele nunca foi um bom marido. Nós temos um filho de 24 anos. Não me separei, porque eu prometi a Deus que não ia separar ele do pai.  Quando eu quis me separar o médico disse que eu não podia porque ele está com Alzheimer, depois ficou cego e paralítico. Estou casada a 25 anos. As pessoas me dizem que esse é o meu carma, mais não estou aguentando mais, me ajuda meu amigo.

RESPOSTA: Minha querida, existem algumas coisas em sua fala que sugerem um perfil de desamor a si mesma.

Primeiro é a promessa. É uma palavra muito pesada. A maioria de nossas promessas não somos capazes de cumprir. Promessa parece uma palavra bonitinha e sagrada e, na verdade, é um caminho de sacrifício e falta de bom senso. Geram expectativas e onde existe muita expectativa vai haver mágoa e cobrança. Não é um bom caminho prometermos algo a alguém, ainda mais a Deus. O melhor é “farei sim o meu melhor”, “comprometo-me a dar o que dou conta”. São caminhos de amor a si e respeito aos nossos limites.

Segundo é a prepotência. Somos muito iludidos a respeito do que somos capazes em relação ao sentimento de quem amamos. Quem garante a você que ficando com seu marido você manteve unidos o marido e o filho. É pura prepotência. Mesmo que você separasse, o filho poderia estar junto do pai. Isso não é um assunto que você tem controle sobre ele. É um assunto que seu filho, nessa idade, tem total capacidade para assumir sozinho. E quem disse que o filho iria com você? Talvez ele quisesse ficar com o pai. Ou talvez fosse com você, mas isso não os separaria. Ilusão, prepotência de mãe que acha que amor é gerenciar o que os filhos têm que sentir. Desamor a si, porque gasta uma baita energia para alimentar essa sua ilusão e controlar tudo isso.

Terceiro é ouvir demais a opinião alheia. Um médico não pode decidir sua vida. Você poderia dar assistência a ele de outro jeito. E mesmo que ficasse junto e perto para dar essa assistência, isso poderia ter um limite. E essa ideia de pessoas que falam ser o seu carma é a prova mais gritante que você não tem opinião própria e tem medo de cria-las e mantê-las.

No fundo, seu marido, seus filhos e as pessoas são desculpas que você usa e usou para não cuidar de sua própria vida. De cuidar de você. Colocou-se em segundo plano. O problema não são as pessoas…

Claro que você não deve mesmo estar aguentando mais, como fala no final da pergunta. É muito peso que você deve ter puxado pra sua vida, A sua pergunta, em resumo, nem é sobre separar ou não. É sobre como lidar com seu amor próprio. Sua questão me parece mais do medo que tem em amar a si mesma, de colocar você em primeiro lugar.

Leia e estude com muita atenção o meu livro APAIXONE-SE POR VOCÊ. Ele é um convite e uma orientação para que você cuide de seu amor a si mesma. Espero que consiga fazer grandes voos nesse sentido. Um beijo no coração.

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