O cansaço se tornou uma doença ou, pelo menos, um caminho para doenças. São muitas as suas causas, embora a sensação seja uma só: falta de energia para realizar o básico da vida.

Uma causa pouco examinada para esse cansaço é a desvitalização provocada por conflitos relacionais entre cônjuges.

Frequentemente, em consultório, atendo casos de casamentos longos recheados de cobranças intermináveis, controle abusivo, ciúme doentio e expectativas fantasiosas, nos quais um espera muito do outro, gerando um circuito vicioso de trocas energéticas que configura um autêntico fenômeno de vampirismo, ou roubo energético, entre os dois.

É necessário um longo tempo para se chegar a esse ponto de roubo de forças, seguido de desvitalização e cansaço. Não é um quadro muito comum em relações mais novas, mesmo que perturbadas por conflitos. Nada impede, porém, que ocorra também com relações mais curtas.

Não há férias ou medicação para o corpo físico que resolva essa enfermidade astral. A melhor indicação é o mapeamento detalhado da relação, realizado com supervisão terapêutica, para radiografar as estratégias usadas pelo casal, e quais emoções estão gerenciando as suas condutas. Depois dessa etapa, importa fazer um levantamento das crenças limitadoras que estruturam os programas mentais dos vícios emocionais.

Esses programas mentais são o útero onde é gestada a matéria invisível que organiza o campo energético. Esse campo é como se fosse uma “entidade com vida própria”. Tem cor, som, cheiro e natureza afetiva. Essa natureza afetiva é composta por energias de sentimentos. Vou explicar.

Suponhamos que o casal tenha por vício comportamental o hábito do controle. Isso gera sufocamento e produz no chacra laríngeo (na garganta) uma dose de matéria mental de irritação. Essa matéria fica depositada na aura e no duplo etéreo (corpo astral mais próximo do corpo físico). Por conta disso, os dois podem estar em um cinema, relaxados, e “do nada” irritam-se um com o outro e perdem a diversão. É bem semelhante a uma interferência obsessiva na qual o obsessor atua tentando dominar uma pessoa. Nesse caso, o “obsessor” é o campo energético enfermo que produz mal-estar e inferniza a mente com pensamentos desconexos e obsessivos, além de emoções mal orientadas.

E assim surge o vampirismo por meio de brigas, desentendimento, tédio e disputa. Esse quadro emocional pode ser definido como mágoa, isto é, uma pessoa ferida e desrespeitada. A mágoa abre caminho para a culpa e reinicia todo o processo com uma breve sensação de alivio que, logo em seguida, dispara novamente o ciclo de cobrança implacável, expectativa exagerada, ciúme compulsivo e controle sem limite.

Como terapeuta, tenho enfatizado que esse lado invisível das relações humanas tem mais influência sobre o comportamento que os nossos 5 sentidos,. Exerce uma coação, uma pressão psíquica interna muito alta que gera tensão, e torna-se um imã que atrai mais dor e desequilíbrio, agregando matéria tóxica de outras pessoas que tenham os mesmos problemas.

Além dos conflitos intermináveis na relação, isso pode gerar várias doenças orgânicas e psíquicas.

Considerar os conflitos relacionais é fundamental no exame de várias enfermidades, sendo duas as ações curativas:

  • Técnicas que façam asseio do campo energético toxico.
  • Uma educação emocional bem orientada conforme o mapeamento da relação.

Um casal que se ama troca energias maravilhosas que fortalecem e aumentam a imunidade energética e a saúde física. Essa deve ser a meta de todos que se matriculam na escola do amor.