Nem sempre a contenção e abstinência são indícios de evolução e quietude interior em relação aos assuntos da sexualidade. Para algumas pessoas serão caminhos disciplinadores mesmo que custem muito sacrifício e esforço de renovação de hábitos e sentimentos. Para outras se torna completamente dispensável, impossível ou até desaconselhável esse caminho em função do aprendizado a ser feito que não é tolher mas sim saber aplicar com dignidade e amor.
Em assuntos de sexualidade, quem manda é a consciência e o grau de discernimento de cada pessoa.
A postura do espírita diante do assunto se resume sempre na orientação sábia de Emmanuell no desconhecido e magnífico livro “Vida e Sexo”, quando ele diz:
“Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade.”
“Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.”


