Mesmo que haja a sedução alheia e a marcante influência cultural nos temas do amor, é sempre dentro de si que se encontram os motivos do “dedo podre”, ou seja, pessoas que atraem, repetidamente, somente relacionamentos complicados e instáveis. Por mais que se estuda esse assunto, fica sempre muito claro que os fatores causais são sempre internos, é um profundo, quase sempre inconsciente e doloroso SENTIMENTO DE NÃO MERECIMENTO.

A formação desse “perfil psicológico do dedo podre” é um assunto ligado à infância. A autoimagem que se faz de si mesmo é o fator básico que provoca escolhas infelizes e uma imaturidade emocional para lidar com os conflitos internos decorrentes dessa causa. A relação insegura, com maus tratos e/ou perturbada por condutas com pai e mãe, podem formar na mente da criança os modelos daquilo que ela vai entender por amor a vida inteira, acreditando-se merecedora daquele modelo infeliz de “amor”.

Chega a tal ponto essa influência que uma mulher habituada a maus tratos na infância, não só vai atrair homens agressivos, mas, caso encontre um homem bom e benevolente, vai acha-lo sem graça. Os homens mais interessantes para elas vão remetê-la aos seus modelos infantis de amor.

Esse “dedo podre” é composto por pessoas com baixa autoestima, muito desconfiadas, sempre com a sensação de que o outro vai feri-la, mentir e fazer algo ruim para ela. Isso desenvolve uma profunda insegurança nas relações, com medo aterrorizante da rejeição. E esse é o caminho para três tipos de relacionamentos: instáveis (não oferecem reciprocidade e retorno), tóxicos (que causa muito sofrimento e desgaste) e destrutivo (onde existe abuso e exploração, além de agressão e maus tratos). Relacionamentos que mais sugam do que agregam. São pessoas que não se valorizam, não reconhecem seus limites, não sabem dizer “não” e fazer escolhas que valham minimamente a pena.

Um quadro emocional resume tudo que disse no parágrafo anterior: carência afetiva. E isso forma um campo energético que puxa para perto as pessoas com problemas semelhantes. Isso ocorre através dos chacras que emitem as energias como se fosse um ima com radares independentes para detectar as energias de pessoas complicadas. Dependendo da característica psicológica e emocional da pessoa, o chacra X ou Y vão adoecer e trazer para perto o estado vibracional que esteja naquela frequência.

No sentido espiritual e carmático, são pessoas que já abusaram do amor com muito narcisimo, priorizando seus interesses pessoais em detrimento do outro. Pessoas que desvalorizaram muito a fidelidade e o cuidado com outros corações. Mas se isso fizer parte de seu histórico, o que importa é mudar isso. Você veio à Terra para isso, não é? Carma não significa baixar a cabeça e tomar porrada. Carma é uma dificuldade que você mesmo construiu e precisa descontruir, dentro de você. Carma não é arrumar pessoas complicadas. Seu carma no caso é ter esse “fedor emocional” que atrai gente que não presta, descobrir as causas e avançar para a cura.

Se sua história é da infância ou de outras vidas pouco importa. O que importa é você olhar para quem você é no presente, como adulto (a), e ver o que vai fazer em seu favor.

O que importa é buscar o caminho para a maturidade emocional na construção de relacionamentos saudáveis, curando essa carência. Vamos anotar alguns cuidados a serem desenvolvidos nessa direção?

Para isso vou registrar os pontos que mais frequentemente são necessários serem trabalhados em pessoas com carência afetiva, fruto da minha experiência de consultório.

  • A cultura da idealização – negar ver os defeitos, cegueira emocional ao se interessar por alguém, é um sintoma de carência. É necessário entender que o (a) parceiro (a) é de carne e osso. Aqui é necessário trabalhar crenças sobre “certo e errado” e também sobre o que é ser amado (a).
  • Acreditar no poder de mudar o outro para cumprir seu script de amor gera um profundo abismo de compatibilidade, e afasta a chance da conduta da reciprocidade, ambas essenciais em qualquer relação de amor. Aqui é urgente a necessidade de mergulhar na importância de se desiludir das crenças sobre o que seja uma relação de amor.
  • Querer livrar o outro de suas frustrações como se isso fosse uma grande prova de amor. A recomendação aqui é também aprofundar nos seus conceitos sobre o que é fazer o bem pela pessoa que ama, trabalhar a noção corrompida de ajudar e uma melhor relação com a culpa.
  • Agir como se amar fosse ser um só, com mesmos gostos, interesses e buscas. Nesse ponto o trabalho é entender o que impede a boa convivência com a diversidade, descobrir os padrões falsos de segurança na convivência.

Transformar esse “perfil psicológico” de dedo-podre não significa que você vá conseguir um relacionamento maravilhoso e tudo vai dar certo. Apenas muda que a pessoa vai saber determinar o que NÃO QUER MAIS PARA SI, e mesmo que atraia alguém que não presta, vai saber direitinho o que fazer quando isso acontecer para proteger a si própria, aceitando somente o que a fizer feliz e usando com toda força a sua capacidade de escolher e tomar atitudes rápidas.

Em resumo, o “dedo podre” está bem dentro daquela abordagem que tenho sempre enfocado. Pessoas querendo um grande amor, querendo ser amadas, e não se abrem para AMAR. Não estão conectadas com a energia do amor. EM MUITOS CASOS é um atestado de egoísmo a toda prova, pensam apenas no seu modelo escravizante do que é o amor e só arrumam encrenca. Muita gente querendo um grande amor e são insuportáveis, orgulhosos, teimosos, inconstantes, agressivas, grossos, mal-educados, de opiniões rígidas, que se fazem de vítimas e rancorosas… O podre está dentro delas mesmas. O de fora é apenas um reflexo.

Quem deseja um grande amor, espalhe amor na vida de diversas formas, se tornando uma pessoa boa aos semelhantes, com bom humor, aquela pessoa que os outros querem por perto. O campo energético dessa pessoa atrai o melhor que existe em volta.