Quando você ora por alguém dessa forma “que Deus proteja fulano na dor em que se encontra”; “que essa doença de sicrano possa passar logo”; “que beltrano arrume logo um emprego, coitado!”, com essas palavras você está fortalecendo a pobreza moral e o lado sombrio da pessoa para a qual você pede. Por incrível que pareça, mesmo com intenções muito nobres de sua parte, a linguagem usada nessa prece gera vibração, e essa vibração não é nada curatia. É um acampo energético de lamento e dor, portanto, pouco ou nada ajuda.
A oração tem uma frequência estabelecida pelos sentimentos e pensamentos de quem a emite. Pode parecer um absurdo, mas tem “orações” que sobrecarregam ao invés de aliviar. Orações aflitas, recheadas de medo e preocupação, e com um tom de desespero ou ainda aquelas carregas de revolta e inconformação.
O sentimentalismo e a nossa dor ao orar por alguém não ajuda. Sobrecarrega.
Ao contrário, quando você ora assim “dentro de fulano tem todo o remédio para suas dores, por isso eu te rogo Deus, auxilia-lhe a colocar essa força para fora”; “a cura de sicrano está em seu coração forte e bondoso e envio forças para que esse coração bata com mais energia”; “beltrano é alguém tão capaz que atrai forças do bem para si e tudo de melhor vai chegar a ele, fortalece essa pessoa Senhor, é o que te peço”.
Os sentimentos nobres que reconhecem a capacidade de nossos irmãos em resolver suas lutas e problemas é uma oração curativa e libertadora.
Postura de amor na oração inclui a justiça de saber que cada pessoa precisa de alívio e estímulo, mas só passa pelas provas que tem condição de superar ou as que necessita para aprender. Portanto, aquela dor que É DELA, não é tarefa nossa interferir. Aquela dor É RESULTADO. Não querer que ela sofra e colocar esse sentimento na prece é “interferir no carma alheio”. Sim, e é uma interferência nada saudável.
Carma, aqui entendido, dentro da sua concepção mais sensata e elevada, isto é, o aprendizado que a pessoa precisa fazer. Podemos sim intervir no carma alheio. Preferencialmente para cooperar efetivamente.
Nosso papel na vida é dizer ou fazer algo que estimule a luz de quem amamos (grande desafio ao nosso discernimento). Quando conseguimos isso, nossas orações terão maior alcance e maior eficácia, porque não serão usadas como forma desesperadas de entrar na relação entre Deus e quem amamos, relação essa que, sensatamente falando, “NÃO É DA NOSSA CONTA”.
Vamos concluindo que orar pela dor de quem amamos, antes de tudo, exige a coragem de dizer no íntimo da alma: “Essa dor é sua. Resolva-a, acredito na sua competência e nos seus valores para isso. Que sua luz pessoal brilhe, e que a vontade de Deus se faça antes da nossa.”
Esse é o campo energético da oração que cura.