Minha vivência como terapeuta e sensitivo tem deixado claro como é impactante e decisivo o lado invisível dos relacionamentos humanos. Aspectos energéticos e emocionais podem fazer mais diferença que palavras e atitudes. Uma aura saturada de lixo emocional é como uma antena captadora de negatividade, atraindo gente com más intenções, que espalham problema, fracasso e dor.

Você encerra um relacionamento. Muitas vezes esses encerramentos são dolorosos, cheios de mágoas e desrespeito. Esse tipo de energia pode chegar ao ponto de impedir completamente a abertura para experiências mais ricas e agregadoras no futuro. Nada trava mais a vida que experiências afetivas mal encerradas e mal resolvidas emocionalmente. Os laços energéticos que unem duas pessoas, mesmo que tenham se distanciado uma da outra, causam mais efeitos que se possa imaginar.

Quando as pessoas falam assim “parece que minha vida está amarrada”, isso não é uma metáfora. Isso existe e determina aquilo que será sua vida amorosa. Algumas pessoas chegam ao ponto de não conseguirem mais criar laços sadios em novos encontros. Rendem-se à solidão, à descrença e à amargura no coração. Outras, ficam fixadas em sentimentos de mágoa, rancor, vingança, disputa e ódio. Quaisquer desses quadros emocionais são legítimas algemas que prendem ao passado e fecham seus caminhos energéticos não só nas vivências do amor, mas também no sucesso, na leveza para viver e na saúde física.

Não é o que o EX fez ou deixou de fazer que vai fazer diferença para sua vida caminhar. Seus caminhos energéticos serão abertos na medida do que você aprende ou não aprende com tudo que aconteceu. Não é o que te aconteceu que se torna um problema. É o que você vai fazer com o que te aconteceu. Isso muda tudo.

Identificar qual foi a missão, o papel de um EX na sua vida significa caminhar para diante com a lição aprendida. Entretanto, ficar acusando, cobrando e reclamando dos antigos parceiros (as) é como amarrar seus pés em pesada bola de chumbo que irá dificultar seus passos rumo ao futuro.

Ficar fazendo um balanço do tipo “se eu tivesse feito isso ou deixado de fazer aquilo”. “se ele (ela) tivesse agido de outro jeito”, isto só serve para arruinar ainda mais seu amor próprio e sua saúde emotiva, reativando memórias e aumentando seu sofrimento a respeito das páginas que precisam ser viradas. Essas fixações no passado alimentam um profundo e desgastante sentimento de rejeição que lhe tira forças e causa apatia afetiva.

Quem deseja avançar terá que aplicar o perdão ao outro e o autoperdão para si. Isso não quer dizer esquecer ou passar por cima de sentimentos. Ao contrário, perdoar é enfrentar, ter a coragem de olhar o que aconteceu e atribuir um significado novo, mais útil e que explique de uma forma racional as razões da relação anterior ter caminhado para os dissabores que caminhou. Perdoar é validar todas as suas ações e decisões por mais infelizes que tenham sido. Perdoar é aprovar o passado dando a ele um motivo útil e educativo. Perdão é escolher uma nova frequência para seu coração, abrindo a alma como um sol para expandir sua vibração de autoamor.

Quem consegue isso, cura os velhos relacionamentos, liberta-se das amarras energéticas que travam tudo na vida e adoecem o corpo. Não existe nada mais poderoso que conseguir organizar um arco íris de amor próprio sobre o passado escuro. Somente essa ação curativa é capaz de iluminar os desacertos com a compreensão dos motivos ocultos que adoeceram e, por fim, mataram o relacionamento.

Se você não sabe como abrir esses caminhos, entenda que precisa de orientação e ajuda especializada. Não é tarefa simples ressignificar o passado quando se está amordaçado pelas lembranças infelizes ou corroído de rejeição, frutos dos encerramentos mal elaborados. No entanto, todos são passiveis de serem curados quando você compreende que continuar refém emocional é como segurar uma brasa na mão, esperando o momento de poder jogá-la na pessoa que você responsabiliza pelos seus insucessos e pelas suas dores.

Nessa escola bendita dos relacionamentos, em verdade, não existe fracasso. Existem lições. O fim de um relacionamento não é atestado de que ele tenha dado errado. Ele deu o que tinha que dar. Relacionamento também tem prazo de validade. Pode valer por 1 mês, 1 ano, 100 anos, dez vidas… Tudo se renova e aperfeiçoa visando o crescimento e a maturidade emocional-espiritual do casal. Quem melhor aproveitar, mais rápido se organiza para dias mais promissores e ricos de esperança. Quem melhor aproveitar abre seus caminhos energéticos, para buscar no universo as energias de quem estiver na frequência do amor verdadeiro que liberta, encanta e ilumina de alegria a vida de quem o celebra.

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