A ansiedade é um transtorno que acomete multidões no mundo inteiro. Suas causas são múltiplas e algumas vezes de difícil diagnóstico. Sem considerar aspectos orgânicos, genéticos e sociais, quero avaliar um dos componentes ansiogênos que observo com frequência, na minha prática clínica. A influência dos aspectos energéticos na gestação da ansiedade.

Essa doença tem como componente emocional principal (não único) o medo. Esse medo, seja do que for, altera significativamente o campo da aura e do duplo eterico. Portanto, ansiedade é produtora de um campo de energias e determina uma frequência na qual você passa a viver.

Um dos fatores que mais pode gerar esse campovibracional de ansiedade é quando você ultrapassa seus limites de resistência, relativamente à quantidade de forças que pode suportar em sua vida mental. Isso tem um limite pessoal que ao ser ultrapassado passa a gerar um processo de “obesidade energética”, isto é, você carregando energias que não te pertencem e não são úteis ao seu caminho de evolução espiritual.

Essa obesidade ou excesso acontece toda vez que, em seus relacionamentos, você “puxa” para si as responsabilidades e os problemas que são dos outros.

O principal sentimento que abre a porta para esse comportamento é a culpa. A culpa nos relacionamentos humanos é a maior vilã de energias que pode existir. Medo e culpa fazem uma dupla implacável no assunto ansiedade.

Aquela pessoa que chama de amor a atitude de se preocupar e viver as dores e problemas dos outros é uma candidata potencial a viver ansiosa, porque vai entrar no campo energético de alguém, e trazer de lá um farto material que vai pesar muito na sua estrutura de organização da aura e do duplo eterico. Vai carregar o que não lhe pertence e nem precisa carregar. O resultado disso é uma sobrecarga cujo nome é ansiedade.

A ansiedade, por essa perspectiva, pode ser considera como elemento de estresse. Algo que gera sacrifício, esforço demasiado e oferece risco de comprometimento a toda estrutura mental e também orgânica.

Não é assim com a física? Se você constrói um alicerce para suportar três andares, o que acontece se erguer vinte andares nesses alicerces frágeis?

Você passa a consumir e se alimentar de forças que não são suas, e cria uma pressão em sua estrutura pessoal.

São mães ansiosas que carregam culpas terríveis a respeito da educação de seus filhos. Pais ansiosos porque não sabem se vão conseguir responder pelo bom futuro do filho ou porque seus filhos seguiram rumos diversos ao esperado. São mulheres ansiosas porque não se sentem boas o suficiente para seus parentes e querem carregar todos nas costas. São mães prepotentes que acreditam-se responsáveis por gerenciar o sentimento de seu grupo familiar. Enfim, muita culpa, muito medo e o efeito disso é muita ansiedade.

Carregar o campo energético das pessoas que você ama não é amor, é doença. Essa noção tóxica de amor “faço tudo que for preciso para você” ou “eu te amo muito e quero te agradar sempre” são produtoras de quadros graves de ansiedade e dor emocional. Amor verdadeiro tem muito mais a ver com desagradar do que agradar. Com dizer “não” que abaixar a cabeça e suportar e se esmolar por migalhas.

Além disso, essa obesidade energética gera cansaço físico, perda de vitalidade mental e física, insônia, dores musculares generalizadas ou localizadas (bolsões energéticos), quadros emocionais severos de depressão e vários outros quadros psíquicos e físicos.

O tratamento da ansiedade nesses casos passa por uma identificação de qual perfil emocional é o gerenciador desses tipos de relacionamento. Quase sempre é perceptível isso em pessoas muito carentes, dependentes emocionais, exigentes, controladoras e perfeccionistas. Cada caso é um caso e tem que ser avaliado para organizar um PLANO DE TRATAMENTO APROPRIADO.

Não nascemos para dar conta da energia alheia. Amor não é isso. Amor é você cuidar da sua energia, preservá-la de gastos desnecessários, manter seu equilíbrio, e estar sempre pronto para dar ao outro aquilo que pode ser útil e não para carregar o que nem ele quer dar conta.

Amor de verdade não gera ansiedade. Gera equilíbrio, paz e harmonia. E mesmo que haja algum nível de ansiedade, é razoável pensar que em doses suportáveis ela possa te fazer algum bem, desde que seja a respeito das coisas que te pertencem e que são de sua responsabilidade.

Um abraço e um beijo na sua alma. Wanderley Oliveira