Wanderley, como me proteger das energias inferiores vindas das outras pessoas ou de mau olhado contra mim?
Se você acredita que existe alguma força contra você, com certeza está alimentando o poder das energias ambientais em seu desfavor. De fato, essas forças existem e são poderosas. Mas assim como existe a “má-cumba”, acredite na força da “boa-cumba”. Acredite no extraordinário volume de coisas positivas que estão disponíveis só para você.
Quer saber como usar essas poderosas bênçãos da vida em seu favor? Reflita nesses 7 passos que sugiro:
1) Assuma responsabilidade sobre seus sentimentos e comportamentos e pare de transferir aos outros a razão de suas escolhas e dissabores.
2) Garimpe sempre o melhor que exista dentro de você, acolhendo com bondade e aceitação os seus equívocos e tropeços.
3) Desenvolva o hábito de sentir seus protetores espirituais no clima sagrado da oração e receba deles o alimento farto que suprirá suas forças.
4) Emita sempre que conseguir uma energia do bem a todos os que não te compreendem, não de apoiam e nem te querem bem.
5) Ouça sempre o que os outros dizem sobre você e examine com humildade, mas acima de tudo desenvolva a sabedoria de ouvir a sua melhor conselheira: a consciência.
6) Acredite ardentemente que não existe erro sem perdão, nem falha sem possibilidades de ser corrigida e mesmo que teus irmãos de caminhada não te aceitem, Deus te acolhe como você estiver.
7) O sétimo passo é com Jesus: (Mateus 10:14) - E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, SACUDÍ O PÓ DOS VOSSOS PÉS.
Wanderley, vi uma frase sua sobre ser anjo ou ser gente no meio espírita. Diga algo por favor.
Para ser espírita de verdade não precisa ser anjo. Precisa ser gente. Gente com juízo. Gente com responsabilidade.
Tem gente querendo ser um anjo de bondade na vida depois que tomou contato com as luzes do Espiritismo. Anjo na assistência social, anjo na mediunidade, anjo na palestra, anjo na desobsessão... Ser bom é ótimo, mas anjo...
Que tal abandonar essa doença de angelitude e fazer coisas de gente? Vamos dar alguns exemplos de coisa de gente?
Pagar suas contas em dia e não ficar devendo a ninguém.
Parar de carregar culpa por problemas que são dos outros.
Procurar aquela a pessoa dona do carro que você esbarrou no estacionamento.
Parar de falar mal do síndico do prédio.
Pagar a conta de luz que você usa em casa sem reclamar e ainda dando um beijinho nela na hora de pagar.
Quando você não sabe nada sobre algo que lhe perguntem, encha o coração de humildade e diga: não sei!
Aceitar que a “grama” do vizinho pode ser muito bonita, mas a gente só tem cuidar daquela que é nossa.
Tentar tomar banho no tempo necessário sem desperdiçar água.
São coisas pequenas que nos fazem grandes diante de nossa consciência.
É muito fácil ser dopado pelo nosso orgulho e achar que as coisas de valor e importância são: ser médium, expositor, passista, presidente disso ou daquilo, escritor, curador, radialista e quaisquer outros papéis exercidos na tarefa espírita.
Tarefas são boas para nossa melhora mas não nos distinguem de ninguém na longa caminhada da evolução. São oportunidades e não credenciais.
Eu já me iludi muito com essa purpurina de ser anjo. Graças a Deus, aos bons espíritos e a minha família, eu me tornei um homem comum. Eu aceitei minha condição de GENTE.
Eu adoro ser gente! Gente com juízo é muito bom!
Wanderley não consigo me enquadrar no centro espirita que frequento, estudo e trabalho, por mais que me esforce sinto que eles não confiam em mim, mas eu gosto muito do pessoal e não consigo me aproximar. E estou ficando triste com isso, aconselhe-me por favor estou para largar tudo.
Convivência é mesmo o tema central de nosso aprendizado no Centro Espírita.
Confiança é algo para ser construído, mas existem pessoas ou grupos que por variados motivos não se abrem para acolher outras pessoas ou experiências. E também a própria pessoa que está se aderindo ao novo grupo apresenta algumas limitações. Alguns desses motivos são: diferença de experiência, orgulho, arrogância da pessoa novata, desatenção dos condutores dos grupos, medo de absorver novos estilos de comportamento, ausência de simpatia de quem está chegando, falta total de afinidade com a proposta de trabalho de ambas as partes e outras variações possíveis nesse contexto.
Eu não sei exatamente o que acontece no com você que fez a pergunta mas uma coisa eu posso assegurar nesse assunto, que pode ser tomado como algo mais universal: os centros espíritas, quase de uma maneira geral, estão muitíssimos despreparados para receber bem as pessoas que chegam. É algo que merece muita atenção.
De qualquer forma, pense que você pode até abandonar o grupo. Só não cometa o erro de muitos em deixar de lado também o Espiritismo. Doutrina espírita é maravilhosa. Os espíritas... Nem tanto...







